terça-feira, 3 de setembro de 2013

Justiça autoriza Polícia Militar a fazer trabalho da Polícia Civil no RN Portaria traz autorização para quatro cidades da região Oeste do estado. Determinação é assinada por juiz designado para Comarca de São Miguel.

Policiais militares de quatro cidades da região Oeste do Rio Grande do Norte foram autorizados pela Justiça a realizar o trabalho da polícia judiciária. Uma portaria publicada na última sexta-feira (30) na Comarca de São Miguel autoriza a PM a lavrar autos de prisão em flagrante e termos circunstanciados de ocorrência (TCOs). A determinação vale até a retomada dos serviços prestados por escrivães, delegados e policiais civis, atualmente paralisados pela greve das categorias no estado. Além de São Miguel, a portaria se estende aos municípios de Coronel João Pessoa, Venha Ver e Doutor Severiano. Com o atendimento restrito às delegacias de plantão de Natal e Mossoró em razão da greve, os policiais militares afirmam não ter condição de viajar sem comprometer a segurança na cidade. São Miguel fica a 444 quilômetros da capital e 190 quilômetros de Mossoró. O coronel Romualdo Borges Farias, responsável pelo comando da PM em 32 cidades da região, explica que além de desguarnecer os municípios, a corporação também enfrenta dificuldades com a falta de combustível. A portaria é assinada pelo juiz Felipe Barros, que foi designado para a Comarca de São Miguel. O magistrado explica que usou a consciência para tomar a decisão. “Como juiz e cidadão me vi compelido a tomar essa atitude drástica. O que vem acontecendo é um constrangimento sem tamanho”, afirma Barros, em referência às dificuldades que a Polícia Militar das cidades vem encontrando para realizar os flagrantes. Em São Miguel, o pelotão da PM só possui um carro e quatro policiais trabalhando diariamente. “O efetivo é pouco, mas na medida do possível estávamos fazendo o trabalho. Agora quando precisamos fazer o flagrante em Mossoró, deslocamos o carro e pelo menos dois policiais. Além disso, o combustível só possibilita uma viagem de ida e volta”, relata o subtenente Manoel Pedro da Silva, comandante do pelotão. Antes da portaria ser publicada, uma audiência pública foi promovida em São Miguel para discutir a situação, na qual a PM da cidade garantiu ter condições de assumir o encargo da Polícia Civil. Para o subtenente Pedro, a mudança vai amenizar os problemas do deslocamento de carro e policiais. Os autos de flagrante e TCOs serão realizados no prédio do pelotão da cidade. Até o momento nenhum flagrante foi feito nas quatro cidades cobertas pela decisão. ‘Direito dos cidadãos’ Apesar de não mencionar a greve da Polícia Civil na portaria, o juiz acredita que a paralisação dos serviços não resguarda os direitos da população. “Reconheço que a Polícia Civil trabalha em situação complicada, mas não acho razoável disponibilizar apenas Natal e Mossoró no estado inteiro para a realização de flagrantes. Visualizei o direito dos cidadãos”, opina. Na portaria, Felipe Barros argumenta que a segurança pública deve funcionar como um sistema. “Não depende de apenas um fator”, reforça. O juiz lembra na portaria que “sem o cumprimento dos prazos e encaminhamentos de pessoas detidas em estado de flagrante, criminosos poderão sumariamente ser postos em liberdade, agravando o quadro de insegurança pública”. Questionado sobre a portaria, o delegado geral da Polícia Civil do RN, Ricardo Sérgio, se limitou a dizer que não cabe a ele falar sobre decisões judiciais. “Isso é responsabilidade do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte”, afirmou ao G1. Fonte: http://www.policialbr.com/justica-autoriza-pm-fazer-trabalho-da-pc/

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Justificativa para implantar rodízio de policiais é infundada, diz Gaeco

O coordenador estadual do Grupo Especial de Atuação no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Leonir Batisti, rebateu nesta sexta-feira (20) os argumentos da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) sobre a implantação de um rodízio de policiais civis e militares, cedidos pela Sesp ao Gaeco, órgão ligado ao Ministério Público do Paraná que, entre outras coisas, realiza o controle externo das forças policiais. A polêmica - surgida após a Operação Vortex, comandada pelo Gaeco e que desmantelou um esquema de corrupção na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos de Curitiba - agravou, segundo o próprio Batisti, uma crise que já havia entre as duas instituições. INFOGRÁFICO: Entenda como funciona o Gaeco Substituição de policiais não é adotada em SC “Eu insisto em dizer que a situação de instabilidade ou crise recrudesceu [tornou-se mais intensa] com a operação, porque, coincidentemente, na segunda-feira (26) fomos informados de que o comando havia passado ordem para recolher policiais, ordem transmutada depois para quem tem mais de 2 anos [de Gaeco]”, observou. Segundo o procurador, o Ministério Público não abre mão das indicações de policiais civis e militares que compõem o grupo no estado. O posicionamento é referente à ordem da Sesp para que haja a troca de militares membros do Gaeco ainda neste ano. “Isso [indicação dos policiais feita pela Sesp] contraria o interesse na eficácia do serviço”, definiu Batisti em entrevista coletiva na sede do Gaeco, em Londrina. Argumentos Batisti rebateu os argumentos da Sesp sobre a necessidade de rodízio entre os membros do Gaego. Conforme ele, o grupo conta com 62 agentes, entre policiais civis e militares, uma fração mínima do total de policiais em atividade hoje no estado – cerca de 18 mil. “Não conseguimos entender bem qual a importância de tanto se perder tempo em instabilizar esse trabalho quando falamos de uma fração. Como se eles inviabilizassem o trabalho da Polícia Militar. É só inquirir sobre isso que teremos uma resposta lógica”, pontuou. O coordenador afirmou ainda que a justificativa de que os policiais do Gaeco que saíssem do grupo disseminariam experiência em outras funções é infundada, já que na prática isso não ocorreria. Ele citou o caso de Londrina, onde três militares que deixaram o grupo ocupam hoje funções sem qualquer ligação com o serviço de inteligência. “Um deles está trabalhando como vigilante de uma unidade prisional, um na cavalaria e outro no Copom [central de chamadas da PM]”, comentou Batisti, ao enfatizar que a troca de policiais afeta o ritmo e as próprias investigações. “O recolhimento interrompe serviços de modo abrupto e prejudica a iniciação de novos procedimentos”. Ele lembra também que o decreto que criou o Gaeco não estabelece prazo certo para a substituição dos policiais. De qualquer forma, reforça, o desligamento ou desígnio de novos membros deve ficar a cargo do MP. “A questão essencial é que é o MP que está no fim desse trabalho, é quem vai sustentar a denúncia na justiça”, salienta. Substituição de policiais não é adotada em SC Katia Brembatti A troca periódica de policiais cedidos ao Ministério Público não é adotada em outros estados, como Santa Catarina. “Seria melhor fechar a unidade porque ficaria impossível de trabalhar”, afirma o coordenador do Gaeco de Joinville, procurador Assis Marciel Kretzer, ao ser questionado sobre o que aconteceria com o grupo de investigação caso todos os policiais fossem substituídos. Como há várias operações em curso, o procurador acredita que a substituição de agentes poderia atrasar os trabalhos. Na região onde atua, Kretzer conta com oito militares, três policiais civis e um delegado. “A maioria deles está há muitos anos”, conta. Ele destaca que há a necessidade de compatibilidade. A cessão do funcionário não tem prazo para acabar. Talvez o ideal fosse planejar esse rodízio, argumenta o coordenador do Gaeco em Joinville, para uma época oportuna, dando tempo para as investigações em curso. Ele enfatiza que não há registro na história de Santa Catarina de pedido de “devolução” de policiais cedidos ao Gaeco. Kretzer salienta que leva bastante tempo para que um agente se familiarize com a apuração necessária em operações especiais. “Dois anos é um intervalo de tempo muito curto para preparar um agente de investigação”, diz. Kretzer considera saudável que haja renovação, para que pessoas com mais disposição inicial se misturem a profissionais experientes. Contudo, ele pondera que a troca não pode ser intempestiva, autoritária e em tom de retaliação.
Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br//vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1404534&tit=Justificativa-para-implantar-rodizio-de-policiais-e-infundada-diz-Gaeco+-&utm_source=gmail&utm_medium=social&utm_campaign=plugin-social-addthis#.UiTFaO1RBWg.gmail

O futuro do licenciamento ambiental

Cidades, clima, Cadastro Ambiental Rural e unidades de conservação devem ser considerados. SOPHIA GEBRIM Os desafios e novos caminhos para gestão do licenciamento ambiental no Brasil foram destacados pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, na manhã desta quarta-feira (26/06) durante a abertura do Encontro Nacional sobre Licenciamento e Governança Ambiental: Novas Propostas para o Licenciamento Ambiental Brasileiro, promovido pela Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema), em Brasília. O evento, que acontece até esta quinta-feira (27)06, no Centro de Convenções Brasil 21, reunirá contribuições do governo e sociedade para subsidiar proposta da Abema de marco legal do licenciamento ambiental e demandas socioambientais e econômicas para o desenvolvimento sustentável do país. Na abertura do encontro, a ministra listou quatro pontos prioritários que devem ser destacados na questão do licenciamento: cidades, clima, Cadastro Ambiental Rural (CAR) e unidades de conservação. No item cidades, ressaltou o crescente aumento populacional e a organização territorial: “Esse é um debate global e longo, com consequências em todas as áreas, inclusive e ambiental e que deve ser modelado nas expectativas de um futuro próximo”. Já a questão climática, segundo a ministra destacou, vai além da atenção às mudanças climáticas, alcançando a incerteza na tomada de decisões na infraestrutura, área também fundamental para a construção da agenda de licenciamento. INTEGRAÇÃO Izabella também citou a importância do Cadastro Ambiental Rural (CAR), um dos desdobramentos da nova Lei Florestal. “Com um sistema que integrará informações municipais, estaduais e federais, teremos um cadastro ambiental completo, ágil e dinâmico, e quem em breve será disponibilizado aos produtores com o melhor que temos em tecnologia”, afirmou. Para ela, a implicação de uma base de dados completa, com dados de Reserva Legal, Áreas de Preservação Permanente, entre outros, tem implicação direta com o licenciamento, além de contribuir na gestão da atividade. Após a abertura do encontro, a ministra proferiu a palestra O Aperfeiçoamento do Licenciamento Ambiental Brasileiro: a visão do Governo Federal. Segundo ela, devem ser discutidas alternativas tecnológicas para viabilizar o maior número de soluções para questões, que hoje, ainda são politizadas. “Vários aspectos, que hoje não são levados em conta na hora de fazer um licenciamento ambiental, devem ser priorizadas e levadas em consideração para o aprimoramento da atividade”, salientou. Para a ministra, hoje, a discussão em torno do licenciamento ambiental ganha novos contornos. “Vemos a necessidade de discutir claramente a agenda, de forma integrada, a partir de uma nova liguagem e visão horizontal, e não verticalizada, com vem sendo feito há anos”. Segundo Izabella, o tema é estratégico para integração de um novo modelo de gestão ambiental no Brasil, e merece que sejam listados prioridade e critérios de acordo com as necessidades de cada município e estado. Participaram ainda da abertura do Encontro Nacional sobre Licenciamento e Governança Ambiental, o presidente da Abema, Hélio Gurgel Cavalcanti, o secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Distrito Federal, Eduardo Brandão Cavalcanti, e o presidente da Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anama), Pedro Wilson. Fonte: http://www.mma.gov.br/informma/item/9451-o-futuro-do-licenciamento-ambienta

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Re-ligar o ser humano à natureza

O crescimento demográfico mundial e as relações de produção capitalistas caracterizam um sério processo de degradação da natureza nas sociedades modernas. Por Elza Neffa* Com o crescimento demográfico mundial e com o desenvolvimento das forças produtivas, ocasionados pelas relações de produção capitalistas, os reversos da natureza tornaram-se mais sérios nas sociedades modernas. Na era industrial, o desenvolvimento antropossocial gerou maior incidência de destruição de matas e associações vegetais, de redução da fauna e de reservas hídricas, de empobrecimento e esterilização da terra, caracterizando um processo de degradação da natureza. Nos últimos séculos, uma ótica utilitarista avolumou-se ancorada na idéia de função econômica, ampliando a lógica capitalista como padrão de análise, seja em relação ao entendimento do crescimento demográfico, seja face aos recursos naturais e ao seu uso. Desta forma, o reconhecimento da lógica de mercado vem se impondo nas sociedades e qualificando de irracional todo o comportamento que não cria estratégias de otimização dos recursos naturais e maximização dos lucros. Com o modo de produção capitalista, o processo de produção material é cada vez mais guiado pelo processo de acumulação do capital, seguindo valores, códigos e representações daqueles que o detém, em detrimento do desenvolvimento humano. A busca da valorização do lucro acentua as representações orgânicas que separam o ser humano da natureza, numa ótica reducionista que pressupõe as forças naturais como um fator externo ao processo histórico. Essa visão, que atrela os indicadores sociais aos econômicos, fomenta uma postura arrogante no homem moderno, que se vê como centro ontológico do Universo, entendendo a realidade na razão direta de sua capacidade de dominar e manipular a natureza e os outros homens, separando a ciência do sagrado, o saber da sabedoria e trazendo o que Max Weber chama de “desencantamento do mundo”. Este olhar desencantado do mundo reduz a natureza à categoria de mercadoria, onde a floresta perde seus encantos para ser reduzida aos seus aspectos produtivos. A compreensão moderna de que o homem é tanto mais livre quanto mais ele domina o meio natural circunscreve-o à visão do Ser como mera objetividade e da natureza como um conjunto de objetos passíveis de manipulação para obtenção de produção e lucro. A cisão do real em duas instâncias: um sujeito, critério de medida de todas as coisas, e um objeto, com a função de servir ao ego em torno do qual gira, serve aos interesses da dominação e controle preconizados pela civilização moderna e contribui para o processo de alienação do que constitui a humanidade do homem, para a negação da realidade enquanto totalidade multidimensional e para a perda da unidade entre consciência religiosa e experiência cósmica, e finalmente à recusa de qualquer horizonte de transcendência. Ao analisar o lugar do homem no mundo, o filósofo francês Michel Serres, em sua obra O Contrato Natural, ressalta que a violência é menos resultado de uma ação individual do que coletiva. Evidencia que, em tempos de integração à terra através de atividades produtivas agrícolas, o sujeito desaparecia, dando lugar a uma imersão no estar-no-mundo, a uma ligação um-com-outro, que enunciava um “nós”, escutava a linguagem do ser e do tempo e ouvia o anjo que passava anunciando o “horário do verbo”, caracterizando as convencionais filosofias campesinas, nobres e dignas. Hoje, sua existência em conjunto, reunindo-se pelo contrato social, enclausura-o em espaços citadinos fechados, provocando uma perda do mundo na medida em que encara o essencial como “o que aconteceu do lado de dentro, em palavras, jamais com as coisas”, transformando-o num “grande animal” que aumentado em tamanho, é reduzido em pensamento. Vivendo como animais coletivos, os homens desindividualizam-se no processo de globalização contemporânea. Ao apontar a política como confirmação de uma cultura que perdeu o mundo e erradicou a memória do longo prazo, das tradições milenares, das experiências acumuladas pelas culturas, Serres situa o homem no tempo reduzido ao instante que passa, no prazo imediato do qual se tira o essencial do poder de cada um, salientando ser este o tempo da destruição, pois a construção exige o longo e o lento processo, inclusive da formação ético-cultural. Na perspectiva de refutar a idéia que coloca o homem como senhor da natureza, a fim de que a humanidade consiga fazer a simbiose e não morrer, na encruzilhada em que se encontra, faz-se mister uma relação de comunhão e de amor com o Outro e com a Natureza na busca da recuperação dos elos que prendiam o homem ao mundo e ao tempo e que foram perdidos, a fim de resgatar a visão espiritual, capaz de efetivar o novo “contrato natural”. * Professora da Faculdade de Educação da UERJ e coordenadora do Projeto de Educação Ambiental do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PEA/PDBG) e do Núcleo de Referência em Educação Ambiental da UERJ. E-mail: nuredam@uerj.br. Artigo publicado pelo Jornal Terceiro Tempo em junho de 2003

quinta-feira, 28 de março de 2013

Os Geólogos denunciam: A Petrobrás perdeu 208 bilhões de dólares

*Carta à Revista Veja - São Paulo* *Caro Diretor de Redação* Me surpreende que somente agora, depois do estrago feito, a revista Veja venha revelar aos incautos o engodo que foi o pré-sal, uma fantasia eleitoreira gestada na cabeça do *Exu de Nove Dedos* com o intuito de enganar trouxas e ganhar eleições,como de fato enganou e ganhou. Sua eeleição à presidência deve algo ao pré-sal, além da ignorância coletiva das massas estúpidas de eleitores brasileiros. A única coisa que eu entendo de petróleo é que se trata da mais importante fonte de matérias primas, além de ser a principal fonte de energia do planeta.. Isto me bastou para nunca ter acreditado nas mentiras de Lula a respeito do pré-sal, que não é uma novidade brasileira, mas existe em várias partes do planeta. A diferença é que nas diversas partes do planeta onde o pré-sal também existe, inexistem governantes sem nenhum caráter dispostos a enganar empresários trouxas e eleitores idiotas com tal balela. Quem se der ao trabalho de correr os olhos pelas páginas do site da Statoil, empresa norueguesa que detém a melhor e mais avançada tecnologia de prospecção e extração de petróleo em águas profundas, vai verificar que extrair petróleo do pré-sal e como retirar diamantes de Marte, ou seja, é inviavel por diversos motivos: a) falta de tecnologia adequada; b) falta de segurança numa operação de tal envergadura e, c) falta de viabilidade econômica: mesmo que fosse possível extrair petróleo do pré-sal atualmente, seu preço seria cinco vezes mais alto que o do petróleo extraido em á­guas profundas da Bacia de Campos. Agora a Veja, com esta reportagem, informa que os barões do petróleo estão em maus lençóis por terem acreditado nas mentira do *Exu de Nove Dedos*. Bem feito! Inteligência não é coisa para qualquer um. Relata a reportagem: “Desde a posse da nova presidente da Petrobrás, Maria das Graças Silva Foster, em fevereiro deste ano, o setor passa por um choque de realidade. As metas da empresa foram revistas e, com isso, os contratos com empresas fornecedoras de equipamentos e serviços (as companhias dos barões do petróleo) minguaram. Os sinais de que os ventos mudaram vêem de longe. Há quase uma década a Petrobrás não cumpre suas metas de produção. No segundo trimestre de 2012, contabilizou um “*prejuízo de 1,3 bilhão de reais*”. Foi o pior resultado desde 1999. No semestre, a *queda foi de 64%* em relação ao mesmo período do ano passado”. Continua Veja: “Na opinião dos especialistas, o pré-sal foi usado como bandeira política pelo ex-presidente Lula. O discurso era que a nova descoberta resolveria osproblemas do Brasil, e a Petrobrás prometeu o que não podia”. Ainda em seu primeiro mandato, o “*Exu de Nove Dedos*” anunciou a auto-suficiência do Brasil em Petróleo. *Hoje*, o *Brasil* *importa* *gasolina*, *óleo* *diesel* e até *etanol de milho* dos Estados Unidos. *E ninguém cobra isto dele? * Mas o dado que mais chama a atenção é a *desvalorização das ações da Petrobrás *desde aquela manobra de capitalizá­-la sem na verdade injetar nenhum dinheiro em seus cofres. De lá­ para cá a *Petrobrá­s perdeu 208 bilhões de dólares* em suas ações, ou seja, hoje a empresa vale menos 208 bilhões de dólares! *E ninguém cobra nada de ninguém?* Este é o resultado do estatismo. Entrega-se uma empresa que explora o melhor negócio do mundo a amadores apadrinhados por políticos, usa-se a empresa com fins eleitoreiros, atualmente está sendo usada como instrumento de política monetá­ria, e o consumidor, que em última instância é quem paga a conta e os acionistas ficam a ver navios”. A reportagem da Veja está primorosa. Pena não ter sido publicada há uns quatro anos atrás. Cordialmente, Engº Otacilio M. Guimarães - Quem tiver interesse em se aprofundar na matéria, veja o site da Statoil: http://www.goodideas.statoil.com/deep-dive-pt#heavy-oil-container Fonte: Mensagem recebida por E-Mail.

terça-feira, 5 de março de 2013

A GEOGRAFIA

A geografia é uma ciência que tem por objetivo o estudo da superfície terrestre e a distribuição espacial de fenômenos significativos na paisagem. Também estuda a relação recíproca entre o homem e o meio ambiente (Geografia Humana). Para alguns a Geografia também pode ser uma prática humana de conhecer onde se vive para compreender e planejar o espaço onde se vive. Um dos temas centrais da geografia é a relação homem-natureza. A natureza é entendida aqui como as forças que geraram ou contribuem para moldar o espaço geográfico, isto é, a dinâmica e interações que existem entre a atmosfera, litosfera, hidrosfera e biosfera. O homem é entendido como um organismo capaz de modificar consideravelmente as forças da natureza através da tecnologia. Visão geral A geografia é uma ciência que estuda a relação entre a Terra e seus habitantes. Os geógrafos querem saber onde vivem os homens, as plantas e os animais, onde se localizam os rios, os lagos, as montanhas e as cidades. Estudam porque esses elementos se encontram onde estão e como eles se inter-relacionam. A palavra "geografia" vem do grego geographía (γεογραπηία), que significa descrição da Terra. A geografia depende muito de outras áreas do conhecimento para obter informações básicas, especialmente em alguns ramos especializados. Utiliza os dados da química, da geologia, da matemática, da história, da física, da astronomia, da antropologia e da biologia, e os relaciona com o estudo dos povos e de seu meio ambiente. Os geógrafos utilizam inúmeras técnicas, como viagens, leituras e estudo de estatísticas. Os mapas são seu instrumento e meio de expressão mais importante. Além de estudar mapas, os geógrafos os atualizam graças às suas pesquisas especializadas, aumentando assim o nosso conhecimento geográfico. Como o conhecimento da geografia é útil às pessoas em sua vida cotidiana, o aprendizado da geografia se inicia no jardim de infância ou no ensino fundamental e estende-se até a universidade. O objetivo básico do estudo da geografia é o desenvolvimento do sentido de direção, da capacidade de ler mapas, da compreensão das relações espaciais e do conhecimento do tempo, do clima e dos recursos naturais. O homem sempre precisou e se utilizou do conhecimento geográfico. Os povos pré-históricos tinham de encontrar cavernas para morar e reservas regulares de água. Tinham também de morar perto de um lugar onde pudessem caçar. Sabiam localizar os rastros dos animais e as trilhas dos inimigos. Usavam carvão ou argila colorida para desenhar mapas primitivos de sua região nas paredes das cavernas ou nas peles secas dos animais. Com o tempo, o homem aprendeu a lavrar a terra e domesticar os animais. Essas atividades o forçaram a prestar mais atenção ao clima e à localização dos pastos. Mas a extensão de seu conhecimento certamente não ia além da distância que podia percorrer e um dia. Hoje em dia, não podemos nos satisfazer com um conhecimento geográfico limitado à área que circunda nossas casas. Hoje, nem mesmo basta às pessoas conhecer as terras e os mares próximos, como acontecia na época do império Romano. Para satisfazer nossas necessidades, precisamos saber um pouco da geografia da Terra inteira. Fonte: Curso A Geografia e os Impactos Ambientais Urbanos, disponível em: http://www.learncafe.com/do/index/id/610/position/3/

Água, Recurso natural renovável?

Atualmente cerca de 250 milhões de pessoas distribuídas em 26 países já enfrentam a escassez crônica de água; no ano 2025 esse número poderá chegar a cerca de 3 bilhões de pessoas distribuídas em 52 países espalhados pelo mundo. A necessidade desse recurso natural tem se multiplicado a cada 21 anos e, nos dias atuais, a maior parte dos recursos hídricos do planeta está comprometida pela poluição, seja doméstica, industrial ou agrícola, bem como, por consequentes desequilíbrios ambientais resultantes do desmatamento e uso indevido do solo para a produção, cada vez maior, de alimentos.

A NATUREZA

A natureza é tida como recurso exterior ao homem. Como recurso exterior precisa ser conhecida para ser ‘aproveitada”. Ela é também considerada ‘mágica’, pois ao não se compreender muitos de seus processos estes são atribuídos à magia, são mitificados. Na época renascentista a natureza parecia tomar o lugar de Deus, pois afirmava-se que ela possuia uma alma e velava pelo homem como uma providência. Recentemente, retoma-se a idéia de que a natureza tem vida natural própria. Nesta teoria mais recente a natureza (a Terra em seu conjunto) é denominada de Gaia e tem sido definida como: “...uma entidade complexa que abrange a biosfera, a atmosfera, os oceanos e os solos da Terra; na sua totalidade, constituem um sistema cibernético ou de realimentação que procura um meio físico e químico ótimo para a vida neste planeta. A manutenção de condições relativamente constante, por controle ativo, pode ser convenientemente descrita pelo termo “homeostase” (Lovelock,1987: 27). Embora o homem tenha "instintos naturais" e a própria vida seja "natural" a natureza tem sido considerada exterior ao homem e a sociedade. Mesmo na teoria de Gaia, que considera a existência de vida própria da terra, esta é também externa pois: “a Teoria de Gaia busca uma alternativa para a perspectiva pessimista que vê a natureza como uma forma primitiva a subjugar e a conquistar. É também uma alternativa àquela imagem igualmente deprimente do nosso planeta como uma nave espacial demente em viagem contínua, sem condutor ou objetivo, em torno de um circulo interior ao Sol (Lovelock, op.cit : 28). Fonte: texto extraído do Curso Problemática Ambiental e Espaço, disponível em http://www.learncafe.com/do/index/id/610/position/1/